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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

A Great Day in Harlem - A foto mais icônica da história do Jazz

A Great Day in Harlem ou Harlem 1958 é um retrato em preto e branco de 57 notáveis ​músicos ​do jazz fotografados na frente de um triplex em Harlem, em Nova York. A foto tem-se mantido um objeto importante no estudo da história do jazz.

Art Kane, um fotógrafo freelance que trabalhava para a Esquire Magazine, tirou a foto em torno 10:00 em 12 de agosto, no verão de 1958. Os músicos se reuniram na 17 East 126th Street, entre a Fifth e Madison Avenues em Harlem.

A Esquire Magazine publicou a foto em sua edição de Janeiro de 1959.

Jean Bach , produtor de rádio de Nova York, contou a história por trás dessa foto em seu documentário de "A Great Day in Harlem", lançado em 1994. O filme foi indicado em 1995 para um Oscar de documentário .

A partir de janeiro 2015, apenas dois dos 57 músicos que participaram ainda estão vivos (Benny Golson e Sonny Rollins).



Presentes na foto: Red Allen, Buster Bailey, Count Basie, Emmett Berry, Art Blakey, Lawrence Brown, Scoville Browne, Buck Clayton, Bill Crump, Vic Dickenson, Roy Eldridge, Art Farmer, Bud Freeman, Dizzy Gillespie, Tyree Glenn, Benny Golson, Sonny Greer, Johnny Griffin, Gigi Gryce ,Coleman Hawkins, J.C. Heard, Jay C. Higginbotham, Milt Hinton, Chubby Jackson, Hilton Jefferson, Osie Johnson, Hank Jones, Jo Jones, Jimmy Jones, Taft Jordan, Max Kaminsky, Gene Krupa, Eddie Locke,Marian McPartland, Charles Mingus, Miff Mole, Thelonious Monk, Gerry Mulligan, Oscar Pettiford, Rudy Powell, Luckey Roberts, Sonny Rollins, Jimmy Rushing, Pee Wee Russell, Sahib Shihab, Horace Silver, Zutty Singleton, Stuff Smith, Rex Stewart, Maxine Sullivan,Joe Thomas, Wilbur Ware, Dickie Wells, George Wettling, Ernie Wilkins, Mary Lou Williams e Lester Young

domingo, 9 de agosto de 2015

Uma pausa para falar do filme Whiplash


Farei uma pausa para comentar um filme que acabei de ver com um ano de atraso: Whiplash de Damien Chazelle.

O Whiplash é um filme genuinamente sobre masculinidade como há muito tempo eu não via, talvez o filme mais "masculino" desde o Clube da Luta.

Todo o desenvolvimento do personagem Andrew Neyman é um rito da masculinização. O jovem tímido e filhinho do papai, que tem medo até mesmo de fazer contato olho a olho vai, progressivamente, aprendendo o valor da atitude, da agressividade e do confronto (chegando até mesmo ter uma luta corporal com o seu tutor). Ele aprende o valor e o significado libertador de tomar as rédeas e conduzir a própria vida (como conduz a banda no final do filme).

O seu professor, Terence Fletcher, um homem musculoso e de formato fálico, através de humilhações e postura militar, conduz seus alunos (incluindo Andrew) a superar seus limites.


Num mundo cada vez mais propenso a se livrar da culpa, pendendo cada vez mais a sessões de psicanálise e o conforto de desculpas convenientes, a postura de Fletcher em Whiplash é um verdadeiro soco no estômago. O filme simboliza um refúgio e um lócus propício para a construção da masculinidade. Um antídoto para a "sensibilidade" e "feminilização" excessiva do homem, apresentando aspectos há muito esquecidos de competição, violência, combate, rituais de treinamento, exaustão física (e espiritual), sacrifício, disciplina, desafio, provocação e controle absoluto de si e das técnicas. Onde o corpo se transforma em expressão de signos de atributos ideais e de perfeição.

Terence Fletcher dá uma ótima explicação para o sumiço repentino de gênios como Buddy Rich, não exigimos e temos a aversão a perfectibilidade.


Whiplash é muito mais do que um filme sobre Jazz. É um filme sobre homens. Nota 11.
Para finalizar o artigo, um solo de bateria de Buddy Rich, de uma época onde se tocava Jazz como homens.


Há um ótimo vídeo sobre masculinidade do Padre Paulo Ricardo. Vale muito a pena assistir: