terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Buddy & The Juniors - Buddy Guy (1970)


Lançado em 1970 Buddy & The Juniors é o que podemos chamar de ontológico.
As músicas ao longo de todo disco seguem sempre com no máximo 3 instrumentos ao mesmo tempo, nada mais do que isso (e nem precisa).
Intimista, Buddy Guy se junta com os "Juniors", Junior Mance e Junior Wells, para tocar um Blues e é só isso. O que esse disco tem de simples tem de envolvente e viciante.
Logo na primeira faixa você nota o clima de descontração entre os 3 cavaleiros, Talkin' 'Bout Women Obviously, tem coisa melhor para começar um assunto (especialmente os musicais) do que "falar sobre mulheres, obviamente". A música é quase toda tocada com violão e acompanhamento da gaita de Junior Mance, que dá o tom nas músicas.
Riffin', a segunda faixa, mostra toda a criatividade de Buddy Guy em desenhar linhas belíssimas em seu violão.
O disco segue com Buddy Blues e escancara por que Junior Wells é considerado um dos maiores pianistas do Jazz.
A quarta faixa é uma versão muito bem executada de uma das maiores músicas do Blues, Hoochie Coochie Man de Willie Dixon.
A quinta faixa, Five Years, com um andamento mais lento, conseguimos notar o entrosamento perfeito entre as cordas de Buddy, o piano de Wells e a melodiosa gaita de Mance.
Rock Mama, uma ótima música onde percebemos com mais clareza os acordes de Buddy e a gaita de Mance, que torna-se mais estridente.
O disco termina com a dançante Ain't No Need, num clima de confraternização total.
Trata-se de um disco minimalista, com poucos instrumentos e totalmente envolvido num clima de "vamos tocar lá em casa", como uma Jam Session entre velhos amigos.

10 livros essenciais para entender o Jazz

Tido como o ápice da sofisticação na música popular, o jazz não alcança uma maior popularidade pela dificuldade que a maioria das pessoas encontra para conhecer o gênero.

Pensando em ajudar os entusiastas e complementar os conhecimentos dos já iniciados, pedimos para que nosso vendedor Rodrigo Fidalgo, que é fissurado em música, fizesse uma seleção com dez livros essenciais para entender o jazz:

1) Guia de jazz em CD

Este livro faz parte de uma série de guias publicados pela editora Zahar, e é excelente para quem está tendo seu primeiro contato com o jazz: básico, barato, em formato “bolso” e apenas com os principais discos dos grandes artistas do gênero. Inclusive de brasileiros como Victor Assis Brasil, Hélio Delmiro, Dick Farney e a Traditional Jazz Band.

2) O jazz – Do rag ao rock

Escrito pelo crítico alemão Joachim Berendt em 1975, é um dos principais livros sobre o gênero. É didaticamente dividido em capítulos como “Estilos”, “Músicos”, “Instrumentos” e “Termos”. Obrigatório tanto para iniciantes quanto para veteranos.

Porém, atenção para os desavisados: cuidado para não confundir o “rag” do título com a música de Bob Marley! O “rag” é uma forma reduzida de “ragtime”, um dos estilos precursores do jazz.


3) História social do jazz

Lançado em 1989, é outro livro tão importante quanto o de Berendt! Aqui o historiador marxista Eric Hobsbawm analisa o gênero e sua importância dentro do contexto histórico (como por exemplo: o jazz como elemento de resistência dos negros escravos). Assim como em seus outros livros, o texto de Hobsbawm é sempre uma delícia de ler!

4) Tempestade de ritmos

Coletânea dos artigos sobre música que Ruy Castro escreveu para o jornal Correio da manhã, do final dos anos 70 até os anos 2000. E, aficcionado por jazz que é, sobram escritos sobre Chet Baker, Miles Davis, Duke Ellington, Tony Bennett, Bill Evans, Ray Charles, e por aí vai…

5) Jazz – A history of America’s music

Este livro é um absurdo! Além de ter sido escrito por Ken Burns (cineasta respeitadíssimo e que já tinha feito o documentário definitivo sobre o gênero, chamado simplesmente de Ken Burns’ Jazz), é ricamente ilustrado com mais de 500 fotos incríveis! Vale cada centavo gasto nele!

6) Kind of Blue

O jornalista inglês da revista Melody Maker fala não só do clássico álbum de Miles Davis, mas também traça todo o contexto histórico da época. Fala de como essa obra foi influenciada (por Picasso e Van Gogh, entre outros…) e de como ela influenciou (James Brown, Grateful Dead, Velvet Underground…)

7) Solo

Autobiografia de César Camargo Mariano, um dos grandes gênios da nossa MPB, e um dos maiores responsáveis pelo reconhecimento da música instrumental brasileira no exterior, gravando desde bossa-nova até fusion (jazz misturado ao rock).

O ex-marido de Elis (e pai da Maria Rita e do Pedro Mariano) narra toda a sua história aqui, pessoal e profissional. Ele que já trabalhou com praticamente todos os grandes nomes da MPB: Chico, Milton, Ivan Lins, Simone, Bethânia, Gal, Wagner Tiso, Nana Caymmi…

8) The house that trane built

Outra obra imperdível é esta do especialista Ashley Kahn, em que ele conta a história de uma das maiores gravadoras de jazz de todos os tempos, a Impulse! Records (gravadora de John Coltrane e, mas recentemente, de Diana Krall, entre outros…)

Kahn já escreveu obras sobre álbuns de John Coltrane e Miles Davis, tem “cacife” e sabe do que está falando.

9) Samba, jazz e outras notas

Um clássico escrito pelo carioca Lúcio Rangel, um dos primeiros críticos de música do país (ele morreu em 1976). Aqui ele traça um paralelo entre o samba de Carmen Miranda e Pixinguinha e o jazz tocado pelos negros como Louis Armstrong (uma vez que ele detestava o jazz feito pelos brancos). O texto de Rangel é ácido e divertido. Relíquia imperdível!

10) Freedom, rhythm & sound

E, para finalizar, uma jóia “cult”: este “Freedom, rhythm & sound” é exclusivamente de capas de discos de jazz gravados de 1965 até 1983. Extremamente originais e ousadas para a época, causaram grande impacto às capas de artistas como Art Esemble of Chicago, John Coltrane, Pharoah Sanders e Ornette Coleman. Belíssimo trabalho!

Fonte: Martins Fontes Paulista

domingo, 14 de dezembro de 2014

Miles Davis Plays the Compositions of Al Cohn


Miles Davis Plays the Compositions of Al Cohn é um tributo de Miles para o famoso Al Cohn, apelido de Alvin Gilbert Cohn, um grande compositor e saxofonista norte-americano que começou sua carreira 1940 e tem seu trabalho permeado de Cool Jazz, Bebop e Big Band.
Estre tributo foi lançado em 1953. Anos mais tarde ele estaria presente, inteiro, no disco Miles Davis and Horns, de 1956, que é toda uma compilação de uma fase da presença de Miles na Prestige Records no começo da década de 50. Então, se for pra ter um disco, compre o Miles Davis and Horns. Agora, se você for um colecionador, nem adianta te convencer do contrário, você vai querer os dois discos de qualquer jeito, mesmo se todas as músicas em um estiver presente no outro.
O disco tem uma importância histórica e biográfica. A ideia de fazer esse disco partiu do produtor da Prestige Records, Bob Weinstock, com a intenção de ajudar o Miles Davis que, na época, estava lutando contra as drogas e que não gravava nada há mais de um ano. A última gravação de Miles foi algumas canções para Blue Note Records e, por muitos meses, havia abandonado completamente a atividade musical.

O curioso nessa história é que Al Cohn não gostava de Miles Davis, apenas aceitou a gravação do disco pois precisava de dinheiro e Bob Weinstock lhe pareceu confiável, ia colocar um bom time de músicos para executar suas músicas. Além do talento Bob queria formar uma banda com músicos que não estivessem envolvidos em drogas, com medo de Miles possa ter alguma recaída durante as gravações. Além de John Lewis e os veteranos do bebop Kenny Clarke e Leonard Gaskin, dois saxofonistas foram incluídos para fechar o septeto, Zoot Sims além do próprio Al Cohn.
As quatro peças executadas no disco são Tasty Pudding , Floppy, Willie the Wailer e For Adults Only.

Miles Davis and Horns (1956)


Miles Davis and Horns é um disco lançado em 1956 mas gravado entre os anos de 1951 e 1953.
É uma compilação de diferentes músicas de diferentes álbuns lançados anteriormente pela Prestige Records. As músicas "Morpheus", "Down" e "Whispering" foram originalmente lançadas no álbum "Modern Jazz Trumpets", um LP que reunia vários artistas além de Miles Davis.
Essas mesmas músicas também saíram como singles. A faixa "Blue Room" foi lançada no single "Morpheus" e as faixas "Tasty Pudding", "Willie the Wailer", "Floopy" e "For Adults Only" foram lançadas no disco "The Compositions Of Al Cohn", lançado em 1953.
A única música realmente composta pelo Miles Davis nesse disco é "Down".
Participam das músicas do disco Miles Davis no trompete, John Lews no piano, Sonny Truitt e Bennie Green no trombone, Al Cohn, Sonny Rollins e Zoot Sims no sax tenor, Leonard Gaskin e Percy Heath no baixo e Roy Haynes na bateria.
Esse disco marca um importante passo de Miles com a gravadora Prestige Records, uma consolidada e produtiva parceria. É um ótimo material pra ver Miles e banda tocando as músicas de  Al Cohn.

A capa do disco foi feita pelo cartunista americano Don Martin, mais conhecido por suas publicações na revista Mad entre os anos de 1956 e 1988.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Nina Simone - I Put a Spell on You


I Put a Spell on You (clique aqui para comprar o disco) é um disco da pianista/cantora de Jazz/compositora Nina Simone lançado em 1965 pela Philips Records. É, certamente, um dos melhores discos dela, carregado de Soul, Jazz e Blues.
A maioria das músicas possuem uma feição dramática, com letras de amor carregadas de ironia, tristeza e sensualidade numa espécie de bom humor melancólico. O instrumental ao longo do disco é composto por uma grande orquestração com o acento nos metais e nas cordas além de uma ótima base de piano.
Não há nenhuma música de Nina Simone neste disco. Ele é composto por interpretações de Nina em cima de canções populares. europeias e norte-americanas, de compositores como Charles Aznavour, Jacques Brel, e Anthony Newley.
O disco começa com a famosíssima I Put a Spell on You, que dá nome ao disco. É uma música do excêntrico Screamin' Jay Hawkins mas que teve várias versões ao longo dos anos (até mesmo do Marilyn Manson). Não tenho nenhum receio de dizer que a versão de Nina Simone é a melhor versão da música.Originalmente a canção tinha um tom debochado (típico do Scremin' Jay Hawkins) mas Nina Simone, de forma genial, transformou ela numa canção de paixão, com tonalidade sensual bastante acentuada. Ela se tornou uma das suas músicas mais conhecidas e queridas de sua carreira e até virou o título da sua autobiografia anos mais tarde, I Put a Spell on You, escrita em 1992 com Stephen Cleary (clique aqui para comprar a autobiografia).
Tomorrow is My Turn é uma tradução para o inglês de uma música francesa de Charles Aznavour, L'amour C'est Comme Un Jour. Uma bela interpretação de Nina, que se desempenha numa voz suave e meio rouca e uma base de piano sensacional.
Ne me quitte pas é uma canção francófona originalmente composta, escrita e cantada por Jacques Brel (um compositor belga). Segundo Brel essa música não é sobre o amor, mas sobre a covardia dos homens. Talvez a música mais melancólica do disco. Nina Simone pega a cor triste da música e canta em francês a música toda submersa numa base orquestrada de fazer marejar os olhos. Tornou-se uma de suas músicas mais tocadas ao vivo.
Marriage is for Old Folks, uma canção de Leon Carr e Earl Shuman, é uma das músicas mais divertidas do disco. Canta-se aqui, num desempenho fantástico, sobre a decisão de não se casar e se curtir por mais tempo a vida de solteiro.
July Tree, uma composição de Irma Jurist e Eve Merriam, é uma bela canção com uma belíssima letra.
Gimme Some é uma música de Andy Stroud, com um andamento mais dado ao Blues, ou próximo ao Soul típico de Motown (em alguns momentos beira ao Rock'n Roll), com um andamento acelerado, backing-vocals, guitarras e uma fenomenal interpretação de Nina. Uma música com forte apelo sexual.

Breve comentário sobre a personalidade política de Nina Simone:
Muito do que eu li sobre esse disco, especialmente músicas como Gimme Some e Marriage is for Old Folks, foi comentado que ela compõe uma certa expressão libertária da época, embebida (talvez não de forma consciente) de um espírito de Women's Lib. No entanto, é preciso lembrar que as músicas não eram dela e ainda foram compostas por homens.
Nina Simone de fato se movimentou politicamente, mas foi mais uma ativista dos direito civis dos negros nos Estados Unidos do que uma ativista feminista. Ela era admiradora de Martin Luther King (chegou a cantar em seu enterro, no dia 9 de Abril de 1968) embora fosse bem mais radical que ele. Enquanto ele defendia a integração e a paz, Nina defendia, na época, que os negros deveriam entrar numa luta armada (se necessário) e fazer um Estado separado (vale lembrar que a proposta segregacionista e a separação radical entre negros e brancos partia de muitos negros também, fato inegável).  Nina foi influenciada por grupos mais dado ao combate radical devido sua personalidade volátil e explosiva, conforme anota seu biógrafo. De qualquer forma, anos mais tarde, em sua própria biografia, ela deixou claro que via todas as raças de forma igual e não alimentava um ódio contra os brancos.

Continuando, temos Feeling Good. Essa é a minha música favorita do disco. É originalmente uma canção da Broadway, escrita por Anthony Newley e Leslie Bricusse para o musical "The Roar of the Greasepaint - The Smell of the Crowd". A versão original foi cantada pela primeira vez em 1964 por Cy Grant no Reino Unido e por Gilbert Price na Broadway, nos Estados Unidos, em 1965
A versão de Nina Simone começa à capela e desabrocha numa linda textura orquestrada. Se tornou uma das suas versões mais conhecidas e lembradas, tanto que virou um padrão. Entre os artistas que regravaram a versão de Nina estão a banda inglesa Muse, a americana Eels, e os cantores Michael Bublé e George Michael, entre outros.
One September Day, uma canção de Rudy Stevenson, volta ao andamento suave de July Tree. Na sequência temos Blues On Purpose, uma instrumental também composta por Rudy.
Beautiful Land é uma linda música de Leslie Bricusse a Anthony Newley. O andamento suave, a base de cordas, lembrando bastante uma canção de ninar.
You've Got to Learn, uma música de Charles Aznavour e Marcel Stellman, mais uma linda canção do disco.

Observação:
Aqui, receio, os comentários ficarem muito breves, vagos e repetitivos pois o disco inteiro caminha igualmente num padrão de qualidade que, na verdade, dispensaria quaisquer comentários. É sempre uma bela canção, interpretada por uma bela voz, com um belo pano de fundo instrumental. O padrão é esse. Apenas vou insistir em comentar música por música para quem quiser pegar as referências dos compositores originais. Nina Simone é uma artista fantástica, sua voz é maravilhosa, eu não sei por que você ainda está lendo e não foi atrás deste disco (se não o conhece).

O disco termina com Take Care of Business, uma canção mais puxada para o Soul, um pouco mais cadenciada do que Gime Somme. A música é uma composição de Andy Stroud.

Resumindo em uma única frase, I Put Spell on You de Nina Simone é um disco obrigatório!

domingo, 16 de novembro de 2014

Fred Wesley - New Friends

New Friends é um disco lançado por Fred Wesley, famoso trombonista de Jazz e Funk, no ano de 1990.
Temos presente no disco uma equipe sensacional, Maceo Parker no Sax Alto e na Percussão, Anthony Cox no baixo, Bill Stewart na bateria, Geri Allen nos teclados, Tim Green no Sax Tenor, Sax Soprano e na Percussão, Robin Eubanks e  Steve Turre, ambos, nos trombones (nas músicas "For the Elders" e "Peace Fugue"), Stanton Davis no trompete e no fiscorne, Carmen Lundy nos vocais (músicas "Love We Had Stays On My Mind" e "Eyes So Beautifull As Yours") além, claro, de Fred Wesley no trombone e nos vocais.
Podemos dizer que é uma delícia ouvir esse disco, um dos meus preferidos. Ele não segue apenas uma linha, as músicas são incrivelmente variadas.
Temos uma pegada jazzistica tradicional, instrumental, na maioria das músicas: Rockin' in Rhythm, Bright Mississippi, For the Elders, Plent Plenty Soul, Blue Monk, na belíssima Peace Fugue e Birk Works. Todas elas, no entanto, incrivelmente variadas.
Temos a pegada mais caribenha de Honey Love, uma música excelente.
Confesso que Love We Had Stays On My Mind é a minha música preferida desse disco, muito pela belíssima voz e interpretação de Carmen Lundy.
Carmen começou sua carreira não tinha começado a carreira há muito tempo, quando foi lançado ela tinha apenas 5 anos de estrada e já vinha sendo comparada com figuras do nível Aretha Franklin, Ella Fitzgerald e Sarah Vaughan. Outra música que ela canta é Eyes So Beautifull.
D-Cup and Up encerra o disco, bem diferente das demais, a única com uma pegada evidente mais Funk do disco, enquanto as outras seguiam mais a linha do Jazz Clássico e do Smooth Jazz.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Muddy Waters - At Newport 1960


Compre o disco clicando aqui.

Fazer elogios ao At Newport 1960 de Muddy Waters é como chover no molhado. Não apenas por ser um ótimo disco de Blues mas por ser notavelmente um disco muito elogiado pela crítica desde seu lançamento (em Junho de 1960) até hoje, marcando presença em qualquer lista de "disco essenciais" de revistas especializadas em música. A importância e a qualidade deste disco já foi tão atestada e comentada ao longo dos anos que fica cansativo fazer mais uma resenha elogiosa ao mesmo.
At Newport foi um dos primeiros discos de Blues ao vivo, o que ajudou a popularizar o estilo para um público mais abrangente, especialmente brancos. Para ter uma ideia do peso desse disco na história da música, podemos considerar que, basicamente, ele pariu bandas como Rolling Stones, Jimi Hendrix, AC/DC e Led Zeppelin.
O disco foi gravado no Newport Jazz Festival (obviamente) em Rhode Island no ano de 1960 e se tornou um verdadeiro patrimônio da cultura norte-americana, até mesmo a USIA (United States Information Agency, órgão governamental dedicado a diplomacia pública - coisa de americano) insistiu no registro filmado dessa apresentação para ensinar cultura americana aos outros países.
A banda, na época, contava com Otis Spann (piano e vocais), Pat Hare (guitarra), James Cotton (gaita), Andrew Stevens (baixo) e Francis Clay (bateria) além, obviamente, de Muddy Waters (guitarra e vocais).
Muddy Waters tocou a inédita I Got My Brand on You, que foi gravada 1 mês antes e (I'm You) Hoochie Coochie Man, ambas escritas por Willie Dixon. Em seguida tocou um cover de Big Joe Williams, Baby Please Don't Go, Oden's, Soon Forgotten, Tiger in Your Tank (de Willie Dixon) e I Feel So Good de (de Broonzy).
Todas as músicas com performance enérgicas, excelentes e, como disse, dispensa comentários.

Obs:
Um dado curioso, a capa do disco retrata Muddy Waters no Newport Jazz Festival segurando uma guitarra semi-acústica. Quando o fotógrafo Burt Goldblatt pediu para Waters posar para a capa ele deixou sua Fender Telecaster, que tocou durante o show, no palco e em vez levou a guitarra semi-acústica do amigo John Lee Hooker.

Alguns videos

Got My Mojo Working



Hoochie Coochie Man